EFEITO DAS EXPORTAÇÕES NO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO REGIONAL NO RIO GRANDE DO SUL
EFFECT OF EXPORTS ON REGIONAL ECONOMIC DESENVOLPMENT IN RIO GRANDE DO SUL
DOI:
https://doi.org/10.55028/ke9zh776Palabras clave:
Desenvolvimento Econômico, Crescimento Econômico, Exportações, Rio Grande do SulResumen
O objetivo do presente artigo é analisar a relação entre as exportações e o desenvolvimento socioeconômico regional no Rio Grande do Sul. Foram estimados modelos de efeitos fixos empilhados com dados em painel para 498 municípios do Estado durante o período de 2010 a 2020. Os modelos avaliaram o Produto Interno Bruto (PIB) e o Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (IDESE) em função as variáveis independentes, como exportações, educação, renda, ocupação e uma variável de controle representando o período de pandemia. Os resultados revelaram uma relação positiva e estatisticamente significativa entre o crescimento e desenvolvimento regional e as exportações. Achados destacam a importância das exportações como impulsionadoras do crescimento e desenvolvimento econômico nas regiões do estado, que implicações práticas consideráveis. Resultados fornecem orientações valiosas para a formulação de políticas públicas regionais, enfatizando a relevância do estímulo ao comércio exterior para promover o crescimento econômico e o desenvolvimento socioeconômico. A pesquisa ressalta a importância de considerar as características específicas de cada região ao desenvolver estratégias de desenvolvimento. Isso garante que políticas públicas sejam adaptadas para atender às necessidades e desafios locais, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável das comunidades em todo o Rio Grande do Sul.
Referencias
Andrade, A. P. D. N. (2020). Indicadores sociais e desenvolvimento local: o caso do município de Vitória de Santo Antão-PE [Trabalho de conclusão de curso, Brasil].
Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul. (2021). Balança comercial. https://atlassocioeconomico.rs.gov.br/balanca-comercial
Banco Central do Brasil. (2023). Calculadora do cidadão. https://www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO/publico/corrigirPorIndice.do?method=corrigirPorIndice
Bresser-Pereira, L. C. (1978). Empresas multinacionais e interesses de classe. Encontros com a Civilização Brasileira, 4, 11–27.
Cargnin, A. P., de Oliveira Lemos, B., de Aveline Bertê, A. M., & de Oliveira, S. B. (2019). A ilusória desconcentração industrial gaúcha após a recente crise econômica. Geosul, 34(70), 113–131. https://doi.org/10.5007/2177-5230.2019v34n70p113
Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe. (2022). Exportações de bens da América Latina e do Caribe aumentam 20% em 2022, mas crescem menos que no ano anterior. https://www.cepal.org/pt-br/comunicados/exportacoes-bens-america-latina-caribe-aumentam-20-2022-mas-crescem-menos-que-ano
da Silva Ferreira, F. D., & de Medeiros, E. H. O. (1809). Teoria da base de exportação: uma avaliação da base de exportação da região sul do Brasil. Revista Eletrônica de Economia da Universidade Estadual de Goiás, UEG, 1–15.
de Lucena, A. F., Campos, F. R., & Santos, J. F. (2021). Exportações e desenvolvimento econômico regional em Goiás. Revista Brasileira de Desenvolvimento Regional, 9(2), 189–210. https://doi.org/10.7867/2317-5443.2021v9n2p189-210
de Souza S. E., & Deponti, C. M. (2021). A produção de tabaco no Brasil: um estudo com base na teoria da localização e do crescimento regional de Douglass North. Colóquio – Revista do Desenvolvimento Regional, 18(1), 153–167. https://doi.org/10.26767/1896
de Souza, N. D. J. (1993). Desenvolvimento econômico. Editora Atlas.
Estatísticas do Cadastro Central de Empresas – CEMPRE. (2022). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. https://www.ibge.gov.br/estatisticas/economicas/comercio/9016-estatisticas-do-cadastro-central-de-empresas.html
Furtado, C. (1961). Desenvolvimento e subdesenvolvimento. Editora Fundo de Cultura.
Gujarati, D. N., & Porter, D. C. (2012). Econometria básica (5ª ed.). AMGH.
Hilhorst, J. G. M., & Pimenta, H. C. (1973). Planejamento regional: enfoque sobre sistemas. Zahar Editores.
Hirschman, A. O. (1961). Estratégia do desenvolvimento econômico. Fundo de Cultura.
Hyman, H. H. (1967). Planejamento e análise da pesquisa: princípios, casos e processos. Lidador.
Ilha, A. D. S., Alves, F. D., & Saravia, L. H. B. (2002). Desigualdades regionais no Rio Grande do Sul: o caso da metade sul. Encontro de Economia Gaúcha, 1.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (n.d.). Regiões geográficas – Rio Grande do Sul. https://geoftp.ibge.gov.br/organizacao_do_territorio/divisao_regional/divisao_regional_do_brasil/divisao_regional_do_brasil_em_regioes_geograficas_2017/mapas/43_regioes_geograficas_rio_grande_do_sul.pdf
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. (n.d.). Resultados do censo escolar. https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/pesquisas-estatisticas-e-indicadores/censo-escolar/resultados
Ipeadata. (2023). Salário mínimo vigente. http://www.ipeadata.gov.br/ExibeSerie.aspx?serid=1739471028
Ipeadata. (2023). Taxa de câmbio. http://www.ipeadata.gov.br/ExibeSerie.aspx?serid=31924
Jones, R. W. (1956). Proporções fatoriais e teorema de Heckscher-Ohlin. A Revisão dos Estudos Econômicos, 24(1), 1–10.
Kang, T. H., Bernardini, R., Wink Jr, M. V., & Affeldt, B. (2014). O novo Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Novo Idese): aspectos metodológicos. Textos para Discussão FEE, 127.
Lösch, A., Woglom, W. H., & Stolper, W. F. (1954). The economics of location.
MacCorquodale, K., & Meehl, P. E. (1948). Sobre uma distinção entre construtos hipotéticos e variáveis intervenientes. Revisão Psicológica, 55(2), 95.
Madureira, E. M. P. (2015). Desenvolvimento regional: principais teorias. Revista Thêma et Scientia, 5(2).
Ministério da Saúde. (2021). TabNet Win32 3.0: População residente – Estimativas por município, idade e sexo 2000–2021. http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?ibge/cnv/popsvsbr.def
Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. (2023). Exportação e importação por municípios. http://comexstat.mdic.gov.br/pt/municipio
Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. (2023). Estatísticas de comércio exterior em dados abertos. https://www.gov.br/produtividade-e-comercio-exterior/pt-br/assuntos/comercio-exterior/estatisticas/base-de-dados-bruta
Myrdal, G. (1968). Teoria econômica das regiões. Saga.
North, D. C. (1955). Location theory and regional economic growth. Journal of Political Economy, 63(3), 243–258.
Oliveira, N. M. D., Nóbrega, A. M., & Medeiros, M. R. (2012). Desenvolvimento econômico e regional segundo a teoria da base de exportação. Revista Tocantinense de Geografia.
Perroux, F. (1962). Considerações em torno da noção de polo de crescimento. Revista Brasileira de Estudos Políticos, 13, 215.
Popper, K. R. (2004). A lógica da pesquisa científica. Editora Cultrix.
Portal do Estado do Rio Grande do Sul. (2023). Exportações do RS chegam a US$ 8,5 bilhões nos primeiros cinco meses de 2023. https://www.estado.rs.gov.br/exportacoes-do-rs-chegam-a-us-8-5-bilhoes-nos-primeiros-cinco-meses-de-2023
Prebisch, R. (1949). El desarrollo económico de la América Latina y algunos de sus principales problemas. CEPAL.
Priem, R. L., & Butler, J. E. (2001). Is the resource-based “view” a useful perspective for strategic management research? Academy of Management Review, 26(1), 22–40.
Ricardo, D. (1985). Princípios de economia política e tributação. Nova Cultural. (Obra original publicada em 1817)
Ritz, A. (1972). Exportações e desenvolvimento regional: o caso da Bahia. Universitas, 11, 59.
Sen, A. (2000). Desenvolvimento como liberdade. Companhia das Letras.
Smith, A. (2008). A riqueza das nações: investigação sobre sua natureza e suas causas (Vol. 1). Zahar Editores. (Obra original publicada em 1776)
Souza, N. J. (1981). Economia regional: conceitos e fundamentos teóricos. Revista Perspectiva Econômica, 11(32), 67–102.
Thiollent, M. (2009). Metodologia de pesquisa-ação. Saraiva.
Veiga, J. E. (2008). Desenvolvimento sustentável: o desafio do século XXI. Garamond. https://doi.org/10.1590/S1414-753X2004000200016
Wooldridge, J. M. (2001). Econometric analysis of cross section and panel data (Cap. 10). MIT Press.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
POLÍTICA DE DIREITOS AUTORAIS E CONFLITO DE INTERESSES
A Revista Desafio Online (DOn) baseia suas políticas éticas e normas nas diretrizes apresentadas pelo Comimittee on Publication Ethics – COPE (https://publicationethics.org/), em razão de seu compromisso com a qualidade editorial e ética científica.
Dever dos editores e equipe editorial:
- Decidir quais serão os artigos avaliados, baseados em sua qualidade, relevância acadêmica, conteúdo e adequação às diretrizes de submissão, sem discriminar, nenhum autor, por gênero, sexo, raça, orientação sexual, pensamento político, afiliação institucional, religião, naturalidade, nacionalidade, identidade étnico-cultural, ou outra forma de distinção social.
- Decidir e se responsabilizar pelos trabalhos que serão publicados (editor-chefe) seguindo as normas da política editorial, bem como os requisitos legais em vigor, no que se refere ao plágio, violação de direitos autorais e difamação.
- Não divulgar dados dos trabalhos além dos autores, pareceristas e membros do conselho editorial, zelando pela confidencialidade das informações.
- Não utilizar, ou se apropriar, do conteúdo original dos trabalhos submetidos, ainda não publicados.
- Não acompanhar o processo editorial do artigo em caso de existência de conflitos de interesses.
- Garantir que as submissões passem pelo processo de revisão duplo-cega (double-blind), sendo avaliado por, no mínimo, dois pareceristas.
- Atender aos princípios de boas práticas e transparência, averiguando condutas contrárias a estes, apresentando providências adequadas.
Dever dos pareceristas ad hoc:
- Auxiliar o corpo editorial, e os autores, no que tange a escolha das decisões editoriais, realizando a revisão sem qualquer tipo de distinção política, cultural, ou social, dos autores.
- Cumprir o prazo de resposta e data limite da avaliação, comunicando os editores nos casos de impossibilidade de realizar o trabalho.
- Abster-se de realizar a avaliação quando pouco capacitados ou não aptos, sobre o conteúdo do artigo. O declínio também deve ocorrer, na existência de qualquer conflito de interesses existente, por parte do avaliador.
- Respeitar o sigilo dos arquivos recebidos, sem que sejam divulgados, expostos ou conversados os conteúdos dos artigos, sem a permissão do editor-chefe, existindo a necessidade. O conteúdo dos trabalhos não deve ser utilizado para benefício próprio.
- Seguir os critérios de avaliação estipulados nas diretrizes, recomendando ajustes e melhorias, sem nunca realizar críticas ou ataques pessoais aos autores.
- Indicar referências de materiais adicionais que sejam pertinentes ao tema.
- Comunicar, aos editores, a existência de publicações anteriores, do mesmo trabalho.
- Os revisores serão incluídos na lista de pareceristas da Revista Desafio Online (DOn). Havendo a solicitação, eles podem receber uma Declaração de Avaliação formal, do Editor-Chefe. Para isso devem informar o nome completo e CPF, por e-mail.
Dever dos autores:
- Apresentar relatos precisos das submissões, com detalhes e referências necessárias à replicação, por terceiros. Dados implícitos devem ser precisamente apresentados, no artigo. Afirmações propositalmente incorretas, ou deturpadas, são tidas como má conduta ética, sendo inadmissíveis.
- Responsabilizar-se pela elaboração do material submetido, devendo o mesmo ser original, resguardando a autenticidade do conteúdo.
- Informar, através de citações adequadas, fontes de ideias e informações derivadas de outros trabalhos, evidenciando-as nas referências. A apropriação indevida de informações e trechos de trabalhos anteriormente publicados, sem a citação da fonte, se caracteriza como plágio e, nesses casos, o periódico se reserva o direito de rejeitar o trabalho, considerando tal prática antiética e inadmissível.
- Não submeter trabalhos que possuam, de forma substancial, a mesma investigação, para outros periódicos, ou mesmo que já tenha sido, anteriormente, publicado. Trabalhos publicados, anteriormente, em congressos serão aceitos para publicação apenas em caso de parcerias Fast Track com o evento. Artigos derivados de trabalhos de conclusão de curso, dissertações ou teses serão aceitos apenas mediante a inexistência de publicações em outros periódicos ou eventos, devendo, o autor principal, se responsabilizar pela indicação de outras autorias. A Revista Desafio Online respeita o prazo de 12 meses entre publicações de um mesmo autor.
- Atribuir a autoria do trabalho apenas àqueles que fizeram contribuições significativas em sua elaboração, sendo estes indicados como coautores, pelo autor principal, se responsabilizando, integralmente, pelo conteúdo. O autor principal deve fornecer os contatos de e-mails dos envolvidos, e certificar-se de que todos aprovaram a versão final do trabalho, consentindo com sua submissão.
- Declarar qualquer forma existente de conflitos de interesses, bem como apresentar toda e qualquer fonte de auxílio financeiro existente.
- Colaborar, com os editores, quanto à correção e atualização do seu artigo, através de erratas, ao identificar erros ou informações imprecisa que seja relevante na publicação.
- Atentar às decisões editoriais, e ao processo de avaliação e revisão, atendendo, o mais rápido possível, as requisições, mantendo seus dados cadastrados atualizados. Pede-se que as adequações sejam realizadas em até 30 dias, considerando o reenvio dos trabalhos.
- Disponibilizar, caso solicitado, os dados brutos da pesquisa, juntamente com o artigo, para revisão editorial. Os dados utilizados devem se manter acessíveis por, pelo menos, 10 anos após a publicação, considerando a proteção da confidencialidade dos autores, bem como os direitos jurídicos relacionados aos dados.
Arquivamento
A Revista Desafio Online utiliza o sistema LOCKSS. Este é um software livre desenvolvido pela Biblioteca da Universidade de Stanford, que permite preservar revistas online escolhidas ao sondar as páginas das mesmas por conteúdo recém publicado e arquivando-o. Cada arquivo é continuamente validado contra cópias de outras bibliotecas. Caso o conteúdo esteja corrompido ou perdido, as cópias são usadas para restauração.
ÉTICA E ANTIPLÁGIO
Os trabalhos submetidos à Revista Desafio Online (DOn) passarão por software detector de plágio (CopySpider), a qualquer momento, durante o processo editorial. Trabalhos que apresentem mais de 5% de similaridade com outras publicações não serão aceitos, de modo que tais submissões podem ser rejeitadas a qualquer momento, no processo editorial.
Os autores transferem todos os direitos autorais do artigo para a Revista Desafio Online. Qualquer reprodução, total ou parcial, em meios impressos ou eletrônicos, deverá ser solicitada por meio de autorização. A reprodução, caso autorizada, fará constar o competente registro e agradecimento à Revista.
Todos os artigos publicados, online e de livre acesso aos leitores, tem licença Creative Commons, de atribuição, uso não comercial e compartilhamento por ela.
![]()
As obras deste site estão licenciadas sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Brasil
PUBLICAÇÕES DA EQUIPE EDITORIAL
Não é permitida a submissão de trabalhos pelo editor-chefe e coeditores do periódico, garantindo a imparcialidade no processo editorial.
.jpg)